BRASILIA

AS PRIMEIRAS OBRAS: OSCAR NIEMEYER

A cidade de Brasília concretizou o pensamento urbanístico internacional dos anos 50.

A arquitetura moderna brasileira despontou em 1927 com a construção da primeira casa modernista por Warchavchik, em São Paulo. Rino Levi, Lucio Costa, Álvaro Vital Brazil, o polêmico Flávio de Carvalho e Oscar Niemeyer impulsionaram a arquitetura moderna no país. Foram grandes as influências de arquitetos como Mies Van der Rohe, Frank Lloyd Wright, Walter Gropius e, sobretudo, do mestre Le Corbusier

A arquitetura de Niemeyer tem uma harmonia plena entre o volume, os espaços e as formas. A linha do horizonte foi preservada como característica da relevância natural e a cidade é recortada apenas no azul dégradé de seu céu. Os extensos gramados verdes e os jardins coloridos outorgam tons naturais às construções, que parecem não ter peso sobre o solo. As linhas arquitetônicas adotadas para as fachadas e as colunas de sustentação dos edifícios são de uma beleza sem igual. As fachadas de vidro dos modernos edifícios comerciais refletem a cidade, multiplicando as belas imagens arquitetônicas como um sonho futurista.

A modernidade não estava apenas nas linhas das construções de Oscar Niemeyer e Lucio Costa e no traçado da cidade; estava principalmente na ideia do desenvolvimento global que a nova cidade representava.

Não é o ângulo reto que me atrai.
Nem a linha reta, dura, inflexível,
criada pelo homem. O que me
atrai é a curva livre e sensual.
A curva qeu se encontra
montanhas do meu país,
no curso sinuoso de seus rios,
nas nuvens ndo céu,
no corpo da mulher preferida
De curvas está feito o universo.
O universo curvo de Einstein

Oscar Niemeyer

As primeiras obras de Brasília foram se sucedendo “a todo vapor”. “Palácio do Catetinho”, de madeira simples, primeira residência provisional do Presidente em suas visitas à cidade; o aeroporto; a represa do Lago Paranoá, que hoje abraça a cidade; o Acampamento para os trabalhadores, chamado “Candangolândia”; o Hotel Brasília Palace; o Palácio da Alvorada, sede da Presidência; o Palácio do Ita-maraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.

Estas três últimas são obras de Niemeyer de visita obrigatória. Da mesma forma, é obrigatória a ida à Catedral, à Ermida Dom Bosco, à “Igrejinha” na entrequadra 107/108 Sul e à Praça dos Três Pode-res, com o Palácio do Planalto, sede do Executivo, o Supremo Tribunal Federal, do Judiciá-rio, e a sede do Poder Legislativo. São os ícones visuais da cida-de e do nosso regime democrático: o Congresso e o Senado com suas cúpulas, côncava e convexa, respecti-vamente, formando um conjunto cujas imagens já deram volta ao mundo, todas com a assinatura do genial arquiteto.

Para compor o planejamento urbanístico, Oscar Niemeyer projetou monumentos que deixaram marcada a cidade e que são considerados a melhor expressão da arquitetura moderna brasileira. O que diferencia esses monumentos de outros espaços em Brasília é a integração da arte com a arquitetura, obra da qual participaram vários artistas de renome. Tudo isso transformou a cidade na capital da experi-mentação das artes, experiência mundial pratica-mente inédita nos tempos atuais.

Para compor o planejamento urbanístico, Oscar Niemeyer projetou monumentos que deixaram marcada a cidade e que são considerados a melhor expressão da arquitetura moderna brasileira. O que diferencia esses monumentos de outros espaços em Brasília é a integração da arte com a arquitetura, obra da qual participaram vários artistas de renome. Tudo isso transformou a cidade na capital da experimentação das artes, experiência mundial praticamente inédita nos tempos atuais. Neste sentido, passaram a interessar-me as soluções compactas, simples e geométricas; os problemas de hierarquia e de caráter arquitetônico; as conveniências de unidade, de harmonia entre os edifícios, ainda que estes não se expressem mais por seus elementos secundários, se não pela própria estrutura, devidamente integrada na concepção plástica original. Dentro do mesmo objetivo, passei a evitar as soluções cortadas ou compostas de muitos elementos, difíceis de conterem uma forma pura e definida.”